O caminho eterno do autoconhecimento

“O que você quer ser quando crescer?” Essa é provavelmente uma das perguntas que mais ouvimos em nossas vidas, uma pergunta que parece distante quando somos mais novos; algo longe de nossa realidade. Os anos vão passando e não vamos nem percebendo o quão próximos dessa realidade de fato estamos. É assustador, aterrorizante e uma parte de mim queria que essa fase nunca chegasse.

Sou uma pessoa de muita sorte; meus pais sempre me disseram para fazer aquilo que eu gostasse, sem pressão alguma, mas mesmo assim eu não fazia ideia do que eu gostava. E isso sempre me impactou; “O que eu faço bem?” “Qual o meu talento?”, “O que me faz diferente de todos os outros?”.

Quando bem novinha queria ser estilista, influenciada pelos fabulosos looks rosas da Barbie eu era apaixonada por moda e queria fazer e desenhar as roupas mais lindas para que eu mesma as pudesse usar. Depois disso essa ideia se acabou no tempo, parecia boba e mais um desejo de criança, e quando estava no nono ano pensei em ser neurocientista, para fazer pesquisas e estudar o tão amplo cérebro humano. Entretanto, essa nova ideia não passava de uma tentativa de fazer algo diferente e que parecesse legal, não tinha sentimento algum e com certeza me arrependeria se a levasse adiante. Finalmente, em meu plano atual, fazendo uma profunda autoanálise, descobri que quero seguir a área de Cinema e Audiovisual.

Analisando bem, das minhas três opções todas parecem não ter ligação alguma, e que essa última foi mais uma ideia que saiu do nada. Mas não, descobri que gosto de criar e analisar as coisas com a minha própria imaginação, pois por mais que eu seja a garota quieta da sala, minha mente foi sempre barulhenta e muito observadora, e o curso que quero me permite explorar todo o mundo de produções cinematográficas que tem extrema importância cultural nos dias de hoje.

Creio que não basta pensarmos no dinheiro e sermos infelizes, temos que fazer aquilo que nos interessa , por isso o autoconhecimento é a chave para tudo. E ele sempre vai estar presente em nossas vidas, desde o momento que passamos a escolher qual roupa usar, ou qual comida gostamos ou não, até em um dos momentos mais cruciais da nossa vida, que é quando estamos sendo inseridos na competitiva sociedade do mercado de trabalho. Pensar superficialmente é cortar uma crucial parte de nós mesmos, aquela que mostra quem realmente somos. Não é um peso que quero carregar pelo resto da minha vida, e mesmo que talvez o que eu pense agora não seja o que eu realmente quero, terei novas chances até lá. E mesmo com o medo e as incertezas, sei que o ensino médio não é o fim, é o começo de uma vida que virão com erros e acertos, mas nunca com falta de possibilidades.


— Isabele Teixeira dos Santos

16 anos, nascida em Birigui SP, estudante do 2 ano do ensino médio no Colégio Batista de Bauru.

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